segunda-feira, 23 de abril de 2012

Revelia

Se te procuro e não te acho, muitas vezes penso em desistir. Mas onde está a coragem pra chegar até ali?! Tão difícil se torna meu amor por ti, assim como a paixão que me inteira, que me inquieta, que me abandona. Sentindo ali um pouco do seu ser, da sua presença, como antes nunca teria estado. Ou como nunca teria visto... Um sentimento solto e leve como chumbo em meu peito. Chumbo! Leve com chumbo! Que estilhaça a vidraça do meu peito, que invade a alma de um jeito que nem eu mesma entendo com forte, mas como um carinho bem feito... Como uma carícia inebriante e incerta. O amor! Tão sublime e tão selvagem. Tão grave e regular, como uma cadeia de montanhas ao sul... Cheio de antíteses e de antônimos. Te procuro não para amar, mas para entender o amor, a paixão, o ínfimo apaixonante que te cerca, que te deita sobre meu colo e deixa que eu acaricie teus cabelos... Numa tarde de verão, sob uma tempestade cruel...

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