terça-feira, 24 de abril de 2012

Sinto

Se sinto teu rosto perto do meu, busco tua boca. Se sinto teu corpo junto ao meu, busco teu calor. Se sinto tua pele sobre a minha, quero simplesmente te agarrar e adentrar em teu peito. Tatuar teu coração com meu nome, com minha marca, com meus desejos. Procuro uma forma de sentir você cada vez mais perto de mim. Mais próximo, mais meu. Não um meu que seja possessivo, mas um meu que seja um pássaro numa gaiola aberta, que vai e volta. Que ama e trai, mas nunca me deixa sozinha. Nunca me abandona. Não quero um amor pra vida toda, mas um amor enquanto houver vida para curtir, para viver, para amar. Não quero alguém pra chamar de meu, mas pra aninhar-se em seu peito e fazê-lo entender que preciso daquele carinho, daquele amor, daquele calor que esquenta não só o corpo, mas alma e o coração. Um coração que borbulha, que ferve, que furta um amor, que rouba e que destrói a solidão. A solidão de querer-te, de amar-te...

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